Minhas ondas cerebrais esbarram nas urnas de ferro do santuário de seus músculos
cadência de um samba virginal intoxicada pela rajada entorpecedora de indignações
em todo canto existe uma lembrança sua cada porta uiva nosso amor ardiloso
minha memória é pautada pelo rastro da melancolia avulsa retida por fios de sarja verde
pelas suas costelas na alta velocidade de sua vidência subversiva e crua nua
palmatória alucinatória neste dia de abdicações e tornozelos beijando sua íris anis
flâmula de oxigênio envolvendo minha boca no segundo beijo alado com ira portátil
sou destroçado
sou definido
sou capturado
minhas vértebras e vísceras te enclausuram em fantasia na vista platina de suas mechas.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
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