Um arrepio das próximas horas passa verticalmente pelas minhas predileções
barco da fornalha de suas coxas
a avenida envolve meu relógio de prata que marca os minutos das respostas
e invasões dos novelos da cidade
meu espírito diagramado de ações sociais atravessando a passarela de cristal
na clarividência dos teus desejos
a lona roxa que cobre nossas peles revelam o circo musical da ebulição casta
escondida nos momentos arfantes
corpo de rendas vermelhas usando a pele como disfarce do trovão de Iansã
verde claro das águas de sábado
vejo tua definição emergir na superfície com uma afirmativa fina e cuidadosa
numa dança de perucas na Augusta
vejo as imediações do sol em teus cabelos de fúria lisa e risos de claridades
fazendo o esfarfalhar das borboletas
vejo meu abismo terrestre aberto na lua de teu umbigo acima da mata santa
levando minha sina para o céu da sua boca.
sábado, 21 de janeiro de 2012
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