Oito imortais na montanha do bairro da Liberdade fazem jogral de cócoras convidando para o beijo
sonho de novo com seu carro me levando para a chuva do desconhecido
Osíris guia na contramão cometendo baladas
sou aquele que torna a si mesmo
sou o que evoca o cântaro com o veneno da sua saliva
sou o imperador da tristeza contida & o vaso da alegria florida
o longo caminho da hominização vem por desertos de flores horizontais
por onde caminho sem dobrar as pétalas amarelas de amor perfeito acima do gramado
Okê arô! Oxóssi
seu verde-azul invade a bem vinda quinta-feira
Ewê ô! Ossaim
planta minha esperança na mata branca como ela
meus olhos inauguram a paisagem dos cabelos solares da Diana
laço o planeta Mercúrio e ela me pede calma quando derroto o Minotauro
um grito de felicidade e morte avança na madrugada com o despudor do sofrimento
portas runas pipas
raios carros selos
beijos mãos passos
aceno para o vento onde se dissolve sua imagem musical
cores costas seios
bolas vidros vinhos
sedas cheiros saltos
a descida tem o sabor do vício mais profundo
búzios árvores bolsas
flores danças fantasmas
ritos livros cóleras
sou inteiramente dedicado aos delírios de suas vontades traiçoeiras.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
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