As barreiras fantasmas ludibriando Andrasta a deusa guerreira dos Celtas nas mesas de cerveja
antibióticos de todos os tamanhos impedem a doença de curar-se na magia
invoco Hator, a personificadora da música da beleza & do amor
& Vulcano neste território desmatado
sou Jian, a ave mítica chinesa com seu único olho e sua única asa que só pode viver aos pares
Pouakai dos Maoris, que devora os homens
reforço o nascer do dia com mais um voo sobre as cabeças eletrificadas pelo culto a desatenção
o mercado financeiro vai fazer mais uma alma de vítima da lógica de como ganhar dinheiro hoje
meninas tomam porres de suicídio & prisões internas acreditando na felicidade
Fenrir - o lobo gigantesco - observa calado o peito sangrando através da chuva de lágrimas de Odin
& tudo isso é o que representa o amor
as pragas do Egito de vulcão e antraz
a cerâmica do solo fabricada pelas madeireiras dos sonhos
o Senhor dos Fenícios espera sua hora na Marquês de Itu domingo pela manhã
& levanta os viciados em direção ao dinheiro TOTEM DO MEDO
invadindo seus parques e plantando a poesia em seu nome
acompanhado da deusa Beltis e sua prostituição sagrada
por todos os lados ainda uma calmaria superficial e uma serenidade mentirosa sugando um sentimento
apartamentos rompimentos beijos falsos
música cinemas saudades
insinuações cocaína passado & presente
despachos telefones fotografias
rua São Luís constantemente descompassando meus membros em tremedeiras de burocracias
por cima do muro observo somente a cerca eletrificada do meu meu desejo enclausurado na fumaça
adivinhações de anis
a rima é uma idiotice cotidiana
o mesmo prédio todo dia trás o dia mais difícil & o tesão mais sincero
só Exu vence a demanda
Obaluaiê na minha pele
Xangô faz seu trabalho agora para acabar com a inércia dos derrotados.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
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